quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Leituras do dia de hoje...

Primeira Leitura
Ez:12,1-12;


1.A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
2.filho do homem, habitas em meio de uma casta de recalcitrantes, de gente que tem olhos para ver e não vê nada, ouvidos para escutar, a nada ouve; é uma raça de recalcitrantes.
3.Pois bem, filho do homem, prepara-te uma bagagem de emigrante, e parte, em pleno dia, sob os seus olhos. Parte sob os olhos deles, do lugar onde habitas para outro local. Talvez reconheçam que são eles um bando de recalcitrantes.
4.Prepararás os teus petrechos em pleno dia, sob os seus olhares, como um fardo de emigrante. E depois, à noite, sob os seus olhares, seguirás como um homem que parte para o exílio.
5.Ante as vistas deles, farás um buraco no muro, pelo qual farás passar o teu fardo.
6.À vista deles, o carregarás aos ombros e sairás, quando escurecer, a fronte velada, de modo que não vejas a pátria! Faço assim de ti um símbolo para a casa de Israel.
7.Fiz como me ordenara. Em pleno dia deixei os meus afazeres e preparei uma espécie de bagagem de emigrante; em seguida, à noite, furei a muralha, com minha própria mão; após isso, quando se fez noite, pus minha bagagem nos ombros, e saí à vista deles.
8.Logo ao amanhecer, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
9.filho do homem, a casa de Israel, esse bando de recalcitrantes, não te perguntou o que fazias lá?
10.Dize-lhes: eis o que diz o Senhor Javé: isto é um oráculo relativo ao príncipe que se acha em Jerusalém e a toda a casa de Israel, que ali se encontra.
11.Dirás: sou para vós um símbolo; assim como tenho feito, assim lhes há de suceder: irão para o exílio, deportados.
12.O príncipe, que está no meio deles, porá a bagagem às costas e sairá ao anoitecer; fará um buraco no muro para poder sair dele: cobrirá a face para não ver a pátria.




Evangelho
Mt:18,21-29;


21.Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?
22.Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
23.Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos.
24.Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
25.Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida.
26.Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!
27.Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida.
28.Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves!
29.O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei!


Evangelho do dia - Mateus 18, 21-29


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O significado da missa...



Nesta pregação, ao mesmo tempo profunda e didática, D. Fulton Sheen fala sobre os “três atos” que compõem a missa e a função de cada um deles na reencenação ritual da morte de Cristo, e nos ensina, ainda, como participar desse ritual de modo que o nosso encontro com Cristo na Eucaristia seja, de fato, verdadeiro.

Leituras da missa de hoje...



Primeira Leitura
Ap:11,1-19; Ap:12,1-10;
1.Foi-me dada uma vara semelhante a uma vara de agrimensor, e disseram-me: Levanta-te! Mede o templo de Deus e o altar com seus adoradores.
2.O átrio fora do templo, porém, deixa-o de lado e não o meças: foi dado aos gentios, que hão de calcar aos pés a Cidade Santa por quarenta e dois meses.
3.Mas incumbirei às minhas duas testemunhas, vestidas de saco, de profetizarem por mil duzentos e sessenta dias.
4.São eles as duas oliveiras e os dois candelabros que se mantêm diante do Senhor da terra.
5.Se alguém lhes quiser causar dano, sairá fogo de suas bocas e devorará os inimigos. Com efeito, se alguém os quiser ferir, cumpre que assim seja morto.
6.Esses homens têm o poder de fechar o céu para que não caia chuva durante os dias de sua profecia; têm poder sobre as águas, para transformá-las em sangue, e de ferir a terra, sempre que quiserem, com toda sorte de flagelos.
7.Mas, depois de terem terminado integralmente o seu testemunho, a Fera que sobe do abismo lhes fará guerra, os vencerá e os matará.
8.Seus cadáveres (jazerão) na rua da grande cidade que se chama espiritualmente Sodoma e Egito (onde o seu Senhor foi crucificado).
9.Muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações virão para vê-los por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados.
10.Os habitantes da terra alegrar-se-ão por causa deles, felicitar-se-ão mutuamente e mandarão presentes uns aos outros, porque esses dois profetas tinham sido seu tormento.
11.Mas, depois de três dias e meio, um sopro de vida, vindo de Deus, os penetrou. Puseram-se de pé e grande terror caiu sobre aqueles que os viam.
12.Ouviram uma forte voz do céu que dizia: Subi aqui! Subiram então para o céu numa nuvem, enquanto os seus inimigos os olhavam.
13.Naquela mesma hora produziu-se grande terremoto, caiu uma décima parte da cidade e pereceram no terremoto sete mil pessoas. As demais, aterrorizadas, deram glória ao Deus do céu.
14.Terminou assim a segunda desgraça. E eis que depressa sobrevém a terceira.
15.O sétimo anjo tocou a trombeta. Ressoaram então no céu altas vozes que diziam: O império de nosso Senhor e de seu Cristo estabeleceu-se sobre o mundo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.
16.Os vinte e quatro Anciãos, que se assentam nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se de rosto em terra e adoraram a Deus,
17.dizendo: Graças te damos, Senhor, Deus Dominador, que és e que eras, porque assumiste a plenitude de teu poder real.
18.Irritaram-se os pagãos, mas eis que sobreveio a tua ira e o tempo de julgar os mortos, de dar a recompensa aos teus servos, aos profetas, aos santos, aos que temem o teu nome, pequenos e grandes, e de exterminar os que corromperam a terra.
19.Abriu-se o templo de Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva.
1.Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.
2.Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.
3.Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.
4.Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.
5.Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.
6.A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.
7.Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate,
8.mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.
9.Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos.
10.Eu ouvi no céu uma voz forte que dizia: Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus.



Segunda Leitura
1Cor:15,20-27;


20.Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram!
21.Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos.
22.Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão.
23.Cada qual, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo; em seguida, os que forem de Cristo, na ocasião de sua vinda.
24.Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação.
25.Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés.
26.O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés.
27.Mas, quando ele disser que tudo lhe está sujeito, claro é que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.




Evangelho
Lc:1,39-56;


39.Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.
40.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
41.Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42.E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
43.Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?
44.Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.
45.Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!
46.E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
47.meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
48.porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
49.porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
50.Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
51.Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
52.Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
53.Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
54.Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
55.conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.
56.Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.


Evangelho do dia - Lucas 1,39-56


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Leituras da missa de hoje...

Primeira Leitura
Ez:2,1-8; Ez:3,1-4;


1.Filho do homem, dizia-me, fica de pé, porque eu te falo!
2.Enquanto ela me falava, entrou o espírito em mim, e me fez ficar de pé; então ouvi aquele que me falava.
3.Filho do homem, dizia-me, envio-te aos israelitas, a essa nação de rebeldes, revoltada contra mim, a qual, do mesmo modo que seus pais, vem pecando contra mim até este dia.
4.É a esses filhos de testa dura e de coração insensível que te envio, para lhes dizer: oráculo do Senhor Javé.
5.Quer te ouçam ou não (pois é uma raça indomável), hão de ficar sabendo que há um profeta no meio deles!
6.Quanto a ti, filho do homem, não os temas, nem te arreceies dos seus intentos, conquanto estejas entre moitas de abrolhos e de espinhos e vivas entre escorpiões; não te deixes intimidar por suas palavras, nem te espantes com sua atitude, porque é uma raça rebelde.
7.Tu lhes transmitirás os meus oráculos, quer te dêem ouvidos ou não; é uma raça pertinaz.
8.E tu, filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde, como essa raça de rebelados. Abre a boca e come o que te vou dar.
1.Filho do homem, falou-me, come o rolo que aqui está, e, em seguida, vai falar à casa de Israel.
2.Abri a boca, e ele mo fez engolir.
3.Filho do homem, falou-me, nutre o teu corpo, enche o teu estômago com o rolo que te dou. Então o comi, e era doce na boca, como o mel.
4.Em seguida, acrescentou: Filho do homem, vai até a casa de Israel para lhe transmitir as minhas palavras.


Evangelho
Mt:18,1-14;


1.Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus?
2.Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse:
3.Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus.
4.Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus.
5.E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe.
6.Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar.
7.Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!
8.Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno.
9.Se teu olho te leva ao pecado, arranca-o e lança-o longe de ti: é melhor para ti entrares na vida cego de um olho que seres jogado com teus dois olhos no fogo da geena.
10.Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus.
11.[Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.]
12.Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou?
13.E se a encontra, sente mais júbilo do que pelas noventa e nove que não se desgarraram.
14.Assim é a vontade de vosso Pai celeste, que não se perca um só destes pequeninos.


Evangelho do dia - Mateus 18, 1-5. 10. 12-14


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Não tenha medo...


Não tenha medo das provações!


 Esta verdade que está no livro do Eclesiástico, cap. 2, foi confirmada na vida do padre Léo.

Viveu concretamente o que pregou naquele acampamento de Pentecostes, em Cachoeira Paulista, no dia 19 de maio de 2002, com o tema: “Batizados no fogo do Espírito”.

Padre Léo experimentou o fogo da provação, no ano de 2006, passou pelo sofrimento, pelo exílio sem sair de sua terra, para levar a sério a escolha de Deus por ele. Precisava ser provado no fogo do Espírito Santo, para ser purificado e, ter um novo relacionamento com Deus. A experiência da comunhão com Deus também é vivida através de situações de dor, sofrimento e angústia.

"Para que o ouro fique puro, só existe um jeito: botar no fogo. Mas é um processo muito doloroso, pois sabemos que o fogo queima e quando queima dói". Começa então a prova amarga da quimioterapia, o fogo que queimou seu corpo com todos os seus efeitos colaterais. O fogo purificador que transforma e salva.

"Como se mata o câncer senão com o fogo? O que é a radioterapia? É um fogo que vai irradiar na área ferida e queima". O seu sofrimento era enorme, pois ao lado da quimioterapia, fazia um tratamento para recuperar a visão, por conta de um vírus, e para melhorar as dores nas pernas, pois as células cancerosas haviam atingido o fêmur direito, levando-o a muitas sessões de radioterapia.

"O ouro quanto mais fogo, mais ele se purifica. O santo quanto mais dificuldade, mais santo ele fica". Aqui vemos algo extraordinário. Se quisermos ter um profundo conhecimento de Deus, temos que ter comunhão com Ele. A cada dia o seu corpo ficava mais debilitado, mais decaído, porém a sua alma, a cada dia se renovava. A Luz de Cristo transparecia nele. É a alma do homem repousando em Deus. É a chama da esperança, a chama da fé.

"Nós não devemos ter medo da provação". E citando São Paulo: “a provação gera constância, a persistência gera a esperança e a esperança não decepciona". Sofrer e morrer com Jesus é exercitar a paciência, a fortaleza para perseverar na esperança de ressurgir com Ele. A esperança libertadora é a certeza da ressurreição. É na esperança que somos salvos. A sua fé foi provada no fogo, manteve-se firme naquilo em que acreditava. E hoje contempla a Glória do Senhor.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Cristo sem Cruz,....


O Cristo sem Cruz, o Cristo voador, o Cristo sem Cruz nas Igrejas “nova moda”



Pe. Juvan Celestino da Silva
Devemos de antemão nos lembrar que o Mistério de Cristo é inseparável do mistério da Cruz. Após Pedro responder que Jesus é o Messias (Mc 8,29); e para este título não se limitar a um triunfalismo imediato e próprio, Jesus acrescenta:
“O Filho do homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos escribas, ser morte e depois de três dias ressuscitar” (Mc 8,320)
Um mundo sem Cruz sem o sinal da Cruz Salvadora de Jesus cairá facilmente numa idéia distorcida do cristianismo. Tornar –se – á em um cristianismo hedonista, e o Cristo tornar-se-á em um Cristo do prazer, um Cristo fashion.
Quanto a este perigo o Apóstolo Paulo dá uma dura nos cristãos da comunidade de gálatas:
“Ó Gálatas insensatos, quem vos fascinou, a vós ante olhos foi desenhada a imagem de Jesus Cristo crucificado?… sois tão insensatos que, tendo começado pelo espírito, agora acabais na carne?”   (Gl 3,1-3)
Substituindo em nossas Igrejas a imagem do Crucificado por um Cristo triunfante, glorioso e sem a Cruz, corremos o risco de cairmos em uma heresia disfarçada que se nega a humanidade do Verbo Encarnado. Uma Igreja sem Cruz é uma Igreja herética, uma Igreja “protestantizada”. Devemos reconhecer com pesar que vivemos uma verdadeira crise na teologia da Cruz.
Já imaginaram celebrarmos uma Semana Santa sem Cruz? O que faremos na sexta-feira santa? O que apresentaremos ao povo do Cordeiro Imolado?
Pois na sexta-feira santa temos a adoração da Cruz, sim, por mais que nos soe estranho a Igreja diz: “A Adoração da santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Cf.: Missal Romano)
Portanto, a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo “é a única Cruz digna de adoração…”
Na verdade esta imagem, até deve ser apresentada no Domingo da Ressurreição, mas não serve para está no lugar do Cordeiro Imolado. São duas as experiência pelas quais Jesus passa: morte de Cruz e a ressurreição. Uma não existe sem a outra.
O “Cristo voador” é um Cristo suspenso no ar, sem cruz sem razão de ser. Na verdade por mais que queiram representar o Cristo ressuscitado, a imagem foge totalmente da verdadeira experiência do cristão. Pois sem a Cruz na há salvação e como diz a carta aos hebreus:
“Segundo a Lei, quase todas as coisas se purificam com sangue; e sem efusão de sangue não há remissão” (Hb 9,22)
O “Cristo voador” que estão pendurando no presbitério em algumas Igrejas é um Cristo lavado e sem sangue, um Cristo enxuto, uma imagem sem graça, sem gosto, ou melhor, de mau gosto, porque está no lugar errado e na hora errada. Pois sabemos que a Igreja militante, é a Igreja da Cruz, do combate… da luta. A Igreja gloriosa nos espera para além deste mundo.
Além do mais, a Cruz não é o lugar do Cristo glorioso, a experiência gloriosa da ressurreição se deu no sepulcro, e o Cristo glorioso é o Cristo da ascensão, a Cruz é o lugar do martírio, e por sinal um lugar desconfortante, é um “caminho contra a corrente” do mundo.
Embora saibamos pela fé, que a ressurreição aconteceu, ninguém a testemunhou, só o santo sudário guardou o momento exato da ressurreição do Senhor, a experiência cristã é a da aparição do ressuscitado, que fora crucificado. Então pintar um Cristo voador e querer compará-lo ao Cristo ressuscitado é no mínino fantasioso, para não dizer folclórico. Embora alguns querem associá-lo à ascensão.
Este Cristo voador que estão colocando em algumas Igrejas é algo ridículo, um passo a mais para se eliminar o símbolo da Cruz das Nossas Igrejas e das nossas vidas, pois das escolas e ambiente públicos aos poucos já estão tirando. O modismo do Cristo voador é um perigo para a fé.
A Igreja não deve esconder o crucificado, sem incorrer na acusação de sentir vergonha da Cruz do Senhor, e quem tem vergonha da Cruz de Cristo se torna seu inimigo.
“Pois há muitos dos quais muitas vezes vos disse e agora repito, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3,18) 
São Paulo afirma que sem ressurreição “a nossa fé seria vã”, porém, sem a Cruz ela nem existiria. Pois sem a Cruz não haveria nem salvação nem a aurora da ressurreição. O anúncio de uma ressurreição que não passasse pela Cruz seria vazio. O túmulo está vazio, porque antes alguém esteve lá dentro. Sem a Cruz o Senhor não teria vencido a morte, o inferno, o mundo, o pecado e o medo. Portanto, “o Gólgota é a passagem obrigatória rumo à Ressurreição”.

Leituras da missa de hoje...

Primeira Leitura
Ez:1,2-5; Ez:1,24-28;


2.No quinto dia do mês - era o quinto ano de cativeiro do rei Joaquin -
3.foi a palavra do Senhor dirigida ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, na Caldéia, às margens do rio Cobar. Nesse lugar veio a mão do Senhor sobre mim.
4.Tive então uma visão: soprava do lado norte um vento impetuoso, uma espessa nuvem com um feixe de fogo resplandecente, e, no centro, saído do meio do fogo, algo que possuía um brilho vermelho.
5.Distinguia-se no centro a imagem de quatro seres que aparentavam possuir forma humana.
24.Eu escutava, quando eles caminhavam, o ruído de suas asas, semelhante ao barulho das grandes águas, à voz do Onipotente, um vozerio igual ao de um campo (de batalha).
25.Quando paravam, abaixavam as asas, e fazia-se um ruído acima da abóbada que ficava sobre as cabeças.
26.Acima dessa abóbada havia uma espécie de trono, semelhante a uma pedra de safira; e, bem no alto dessa espécie de trono, uma silhueta humana.
27.Vi que ela possuía um fulgor vermelho, como se houvesse sido banhada no fogo, desde o que parecia ser a sua cintura, para cima; enquanto que, para baixo, vi algo como fogo que esparzia clarões por todos os lados.
28.Como o arco-íris que aparece nas nuvens em dias de chuva, assim era o resplendor que a envolvia. Era esta visão a imagem da glória do Senhor.


Evangelho
Mt:17,22-27;


22.Matá-lo-ão, mas ao terceiro dia ressuscitará. E eles ficaram profundamente aflitos.
23.Logo que chegaram a Cafarnaum, aqueles que cobravam o imposto da didracma aproximaram-se de Pedro e lhe perguntaram: Teu mestre não paga a didracma?
24.Paga sim, respondeu Pedro. Mas quando chegaram à casa, Jesus preveniu-o, dizendo: Que te parece, Simão? Os reis da terra, de quem recebem os tributos ou os impostos? De seus filhos ou dos estrangeiros?
25.Pedro respondeu: Dos estrangeiros. Jesus replicou: Os filhos, então, estão isentos.
26.Mas não convém escandalizá-los. Vai ao mar, lança o anzol, e ao primeiro peixe que pegares abrirás a boca e encontrarás um estatere. Toma-o e dá-o por mim e por ti.


Evangelho do dia - Mateus 17, 22-27


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sábado, 11 de agosto de 2012

Leituras da missa de hoje....

Primeira Leitura
Hab:1,12-17; Hab:2,1-4;


12.Não sois vós, Senhor, desde o princípio, o meu Deus, o meu Santo, o Imortal? Senhor, vós destinastes este povo para fazer justiça, o Rochedo, vós o designastes para aplicar castigos.
13.Vossos olhos são por demais puros para verem o mal, não podeis contemplar o sofrimento. Por que olharíeis os ímpios e vos calaríeis, enquanto o malvado devora o justo?
14.Trataríeis os homens como os peixes do mar, como os répteis que não têm dono...
15.Ele pesca todos com o anzol, pega-os no covo, e recolhe-os na rede: e com isso se alegra e exulta.
16.Por isso, oferece sacrifícios à sua nassa, e queima perfumes à sua rede porque, graças a elas, teve pesca abundante e suculento manjar.
17.Mas, continuará ele a esvaziar sua rede, e a degolar impiedosamente as nações?
1.Vou ficar de sentinela, e postar-me sobre a trincheira; vou espreitar o que vai me dizer o Senhor, e o que ele vai responder ao meu pedido.
2.E o Senhor respondeu-me assim: Escreve esta visão, grava-a em tabuinhas, para que ela possa ser lida facilmente;
3.porque há ainda uma visão para um termo fixado, ela se aproxima rapidamente de seu termo e não falhará. Mas, se tardar, espera-a, porque ela se realizará com toda a certeza e não falhará.
4.Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fidelidade.



Evangelho
Mt:17,14-20;


14.E, quando eles se reuniram ao povo, um homem aproximou-se deles e prostrou-se diante de Jesus,
15.dizendo: Senhor, tem piedade de meu filho, porque é lunático e sofre muito: ora cai no fogo, ora na água...
16.Já o apresentei a teus discípulos, mas eles não o puderam curar.
17.Respondeu Jesus: Raça incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Até quando hei de aturar-vos? Trazei-mo.
18.Jesus ameaçou o demônio e este saiu do menino, que ficou curado na mesma hora.
19.Então os discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsar este demônio?
20.Jesus respondeu-lhes: Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum.


Evangelho do dia - Mateus 17, 14-20


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