segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Palavras do Santo Padre...



Bento XVI: Não tenhamos medo de combater o mal com Jesus


 Em suas palavras prévias à oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVIexortou aos fiéis a não temerem o enfrentamento contra o espírito do mal, junto a Cristo, “o Vencedor”.
O Santo Padre pediu aos fiéis “que não tenhamos medo de confrontar, também nós, o combate contra o espírito do mal: o importante é que o façamos com Ele, com Cristo, o Vencedor”.
Ao recordar que na quarta-feira passada “com o tradicional Rito das Cinzas, entramos na Quaresma, tempo de conversão e de penitência em preparação à Páscoa”, o Papa assinalou que “a Igreja, que é mãe e mestra, chama todos seus membros a renovar-se no espírito, a reorientar-se decididamente para Deus, renegando o orgulho e o egoísmo para viver no amor”.
“Neste Ano da fé, a Quaresma é um tempo favorável para redescobrir a fé em Deus como apoio de nossa vida e da vida da Igreja. Isto implica sempre uma luta, um combate espiritual, porque o espírito do mal, naturalmente, opõe-se à nossa santificação, e tenta desviar-nos do caminho de Deus”.
Essa é a razão, explicou, pela qual “no primeiro domingo de Quaresma se proclama cada ano o Evangelho das tentações de Jesus no deserto”.
“Jesus, depois de ter recebido ‘investidura’ como Messias – ‘Ungido’ do Espírito Santo – no batismo no Jordão, foi conduzido pelo mesmo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo”, recordou o Papa.
Bento XVI sublinhou que “no momento em que inicia seu ministério público, Jesus teve que desmascarar e rechaçar as falsas imagens do Messias que o tentador lhe propunha. Mas estas tentações também são falsas imagens do homem, que em todo tempo insidiam a consciência, disfarçando-se como propostas convincentes e eficazes, e inclusive boas”.
“Os evangelistas Mateus e Lucas apresentam três tentações de Jesus, que se diversificam parcialmente apenas pela ordem. Seu núcleo central consiste sempre em instrumentalizar Deus para os próprios fins, dando mais importância ao êxito ou aos bens materiais”.
O Papa remarcou que “o tentador é falso: não induz diretamente para o mal, mas para um falso bem, fazendo acreditar que as realidades verdadeiras são o poder e o que satisfaz as necessidades primárias”.
“Deste modo, Deus se torna secundário, reduz-se a um meio, em definitiva se faz irreal, não conta mais, desvanece”.
O Santo Padre advertiu que “nas tentações está em jogo a fé, porque Deus está em jogo”.
O Papa assinalou que “nos momentos decisivos da vida, se vemos bem, em todo momento encontramo-nos frente a uma encruzilhada: Queremos seguir a nós mesmos ou a Deus? Ao interesse individual ou ao verdadeiro Bem, o que realmente é bem?”.
Bento XVI assinalou que tal como nos ensinam os Padres da Igreja, as tentações formam parte da ‘descida’ de Jesus à nossa condição humana, ao abismo do pecado e de suas consequências”.
“Um ‘descenso” que Jesus percorreu até o final, até à morte de cruz e até o inferno da extrema distância de Deus”.
Por isso, disse o Papa, Jesus “é a mão que Deus estendeu ao homem, à ovelha perdida, para salvá-la. Como ensina Santo Agostinho, Jesus tomou de nós as tentações, para dar-nos sua vitória”.
Ao concluir o penúltimos ângelus do seu pontificado, o Santo Padre pediu que para estar junto ao Jesus “nos dirijamos à Mãe, Maria: invoquemo-la com confiança filial na hora da prova, e ela nos fará sentir a poderosa presença de seu Filho divino, para rechaçar as tentações com a Palavra de Cristo, e deste modo voltar a colocar Deus no centro de nossa vida”.

Último dia do Santo Padre Papa Bento XVI...





Vaticano transmitirá ao vivo o último dia do pontificado do 

Papa Bento XVI

 O último dia do pontificado do Papa Bento XVI, em 28 de fevereiro, será filmado ao vivo pela televisão. Serão suas últimas horas de permanência no Vaticano antes de partir para Castel Gandolfo. Assim o indicou Monsenhor Edoardo María Viganó, diretor do Centro Televisivo Vaticano (CTV).
Mons. Viganó explicou que o embarque do Papa no helicóptero “será um momento histórico”. E para transmitir ao vivo os momentos da partida a Rádio e Televisão Italiana (RAI) também estão se preparando.
As imagens serão transmitidas aos cinco continentes. O CTV, além disso, terá 26 câmeras para acompanhar o conclave e a apresentação do futuro pontífice.
“Estamos pensando em relatar estes momentos respeitando a pessoa do Papa e informando aos fiéis que querem acompanhar Bento XVI neste momento tão importante”.
As câmeras, portanto, estarão no Palácio Apostólico e acompanharão o Papa até as 17 horas, momento em que o pontífice subirá ao helicóptero para partir para Castel Gandolfo, onde três horas depois entrará em vigor sua renúncia e se iniciará o período de Sede Vacante.
Até que ponto as câmeras conseguirão filmar o Santo Padre sem invadir sua privacidade? Monsenhor Viganó, em declarações à agência de notícias ANSA, indicou que, “os detalhes não estão definidos ainda”, embora queira cobrir o máximo possível, passo a passo.
O diretor do CTV, explicou que no domingo passado pela primeira vez uma câmera entrou no estúdio do Papa durante a oração do Ângelus. Este domingo, “conseguimos filmar Bento XVI por trás”, indicou.
“Conseguimos com as imagens passar a ideia do grande abraço entre o Papa e a multidão reunida na praça de São Pedro”. Além de serem passadas ao vivo, as imagens também estarão disponíveis para distribuição.
O encarregado explicou que se reunirá uma documentação histórica extraordinária sobre o último dia do pontificado que poderá ser utilizada por estudiosos, pesquisadores e documentários das redes televisivas.

Leituras da missa de hoje....


Evangelho (Lucas 6,36-38)

Segunda-Feira, 25 de Fevereiro de 2013
2ª Semana da Quaresma



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Os fortes compreendem e perdoam...
Dos ensinamentos de Jesus, São Lucas retira quatro sentenças e no-las apresenta. Tudo começa depois da proclamação das bem-aventuranças. Nestas, Jesus quer nos ensinar a arte de bem viver entre os homens, pois é por meio dela que o homem viverá na paz, na harmonia e será verdadeiramente semelhante a Deus, seu Criador. Ele terá de aprender de Deus a ter compaixão, misericórdia e, imediatamente, aplicá-la aos seus semelhantes se quiser atrair para si a Misericórdia Divina.
Precisamos aprender de Deus a não julgar e condenar. Aliás, o julgar e condenar são características próprias dos fracos e inconstantes, porque os fortes compreendem e perdoam. Deus, por ser o Sumo Bem, o Todo-Poderoso, o Onisciente, compreende e sabe quais são as nossas limitações. Por isso, Ele nos perdoa todas as vezes que, perdoando os pecados uns dos outros, corremos a Ele pedindo perdão pelos nossos pecados. É o que Lucas, no seu Evangelho, nos propõe. Deus é misericórdia, é perdão, é reconciliação, é compassivo para com os pecadores.
Neste Evangelho, vemos o original ensinamento de Jesus em nos mostrar o rosto misericordioso de Deus. Ainda que os nossos pecados sejam tantos que não os possamos contar, eles não superam a tamanha bondade de Deus.
Num mundo marcado por indiferenças, rivalidades, cheio de excluídos, abandonados, depravação, criminalidade, o desafio é amar até os inimigos. É misericórdia, é confiança nos mais frágeis, partilha, serviço, é amarmo-nos uns aos outros, é perdoando-nos, é não julgar os outros, acolhendo-os, é não condenar, mas repartir o pão com os indigentes. Estes constituem o passaporte do Reino do Céu e a garantia da vida em Deus, com Ele e para Ele.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Leituras da missa de hoje...

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 
2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes.
3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 
4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 
5Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 
6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam.7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 
8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!”
9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 
10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 
11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.





“Por causa da tua palavra lançarei as redes”. Mas que palavra? E com que autoridade? “Avançai para águas mais profundas, e lançai as vossas redes para a pesca”. Estas palavras foram garantia para que Pedro e os outros apóstolos voltassem a pescar naquele dia, depois de uma noite toda de pesca infrutífera. E continuam sendo ditas para nós hoje.
Para ontem, estas palavras tendo sido cumpridas, fizeram com que os discípulos reconhecessem o poder de Jesus. E hoje? Que mensagem estas palavras trazem para mim e para você? A mensagem desse Evangelho nos motiva a nunca desistirmos e sempre tentarmos novamente. Saber que Jesus está perto e que, na pesca da nossa vida, Ele nos orienta, nos ilumina com o Seu Espírito, é segurança para nunca perdermos a esperança. Ainda que já tenhamos trabalhado a noite inteira e nada conseguimos pescar.
Mesmo que já tenha se exaurido a nossa capacidade de pedir, de suplicar, de esperar por alguma coisa de que necessitamos, “em atenção à Palavra de Jesus”, devemos prosseguir lançando as redes. É esta a mesma Palavra que nos anima, hoje, a avançarmos na nossa vida, na nossa pescaria, na nossa luta em busca de paz, felicidade e vida plena.
“Avançar para águas mais profundas” significa para nós buscar mais conhecimento de Deus, da Sua Lei, dos Seus ensinamentos, dos Seus decretos. Quanto mais mergulharmos no Evangelho, nas Escrituras, mais iremos encontrar respostas para os nossos questionamentos, para as nossas angústias. O homem é um ser criado por Deus com o objetivo de viver a harmonia com Ele e com o próximo, e isso realmente só acontecerá quando ele se jogar nos braços do amor misericordioso de Deus.
Para Pedro, Jesus era o seu Mestre. Mas, diante da pesca milagrosa que não se explica por causas naturais, Pedro descobre que Jesus não é um simples mestre ou profeta comum. Já o vê como seu Senhor, nome reservado exclusivamente a Deus. Foi um grande passo na descoberta da verdadeira identidade de Cristo. A admiração atrai Pedro a Jesus; a consciência de seu estado de pecador afasta-o d’Ele.
Diante do milagre presenciado, a fé de Simão começou a tornar-se uma rocha (pedra). Basta ver que Pedro começou a chamar Jesus de “Senhor” e não só de “Mestre”. Pela fé, Simão é transformado em rochedo, e já se põe o fundamento para a sua vocação em “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18) e em “Tu, por tua vez, confirma teus irmãos” (Lc 22,32).
O homem, sozinho em suas tarefas, afadiga-se em vão: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão labutam seus construtores” (Sl 127). Mas se acolher com boa disposição a Palavra inspirada, receberá abundante ajuda da mão de Deus.
Quanto mais alguém se aproxima de Deus, tanto mais cresce nele a humildade, esse sentimento de sua pequenez, de seu nada e de seus pecados. Quanto mais distante de Deus alguém vive, tanto menos reconhecerá os próprios erros e limitações. Pedro, tão favorecido pela bondade divina, não pensa senão em sua própria insuficiência e condição de pecador que não merece tanta bondade. E então exclama: “Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador!” Mas Jesus, apesar de reconhecer a fraqueza de Simão, confirma-lhe em sua vocação.
Jesus também chama a mim e a você para sermos pescadores de homens! Ele providencia o peixe para nós, porém, necessita das nossas redes a fim de tomar para Ele as almas necessitadas de salvação. Que a nossa pesca seja profícua e não se restrinja somente ao nosso círculo de amizade. Jesus quer que nós sejamos pescadores no Seu Reino e a rede que Ele nos dá é o Seu amor e a Sua Palavra.
Não tenha medo! De agora em diante, você vai pescar gente! É isso que Jesus faz contigo aqui e agora. Não tenha medo! Ele sabe da sua fraqueza, dos seus problemas, mas quer vê-lo pescador de homens, restaurador de famílias, libertador de presos, acolhedor de excluídos e abandonados. Enfim, a dar vida em abundância! Portanto, seja firme e não tenhas medo! Comece desde já! Passe para os seus amigos, suas amigas a experiência que você tem com a Palavra de Deus, com a oração, com a reflexão. Conte para todos o que mudou na sua vida, qual a sua esperança e o que você tem descoberto com a Palavra de Deus. Você tem usado o Amor do Senhor como rede para atrair as pessoas a Ele? Mesmo sem muita vontade,  atende o chamado de Jesus em atenção à Sua Palavra?
“Pai, confirma minha vocação de pescador de pessoas humanas e conduz-me para águas mais profundas onde se encontram os que mais carecem de amor e esperança.” Amém.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Leituras da missa de hoje....


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!”
16 E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18 E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.
19 Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20 e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


    Também somos chamados a um outro tipo de pesca

João Batista foi preso por Herodes que, como os chefes religiosos de Israel, temia a popularidade de João e a contestação que fazia do sistema opressor sob o qual o povo vivia. Após a prisão, Jesus retorna à Galileia, que é um território predominantemente gentílico. Ali, Jesus desenvolve seu ministério com o mesmo anúncio de João Batista: a proximidade do Reino e da conversão à justiça.
Marcos, bem como Mateus e Lucas, narram o chamado dos primeiros discípulos às margens do Mar da Galileia. O Evangelho de João narra este chamado já na ocasião do Batismo de Jesus, quando alguns discípulos de João Batista se dispõem a seguir Cristo. O chamado, narrado em estilo sumário, na realidade se fez num clima de diálogo e conhecimento mútuo. Assim como Jesus abandonou sua rotina de vida em Nazaré, também seus discípulos abandonam seu antigo sistema de vida, não para fugirem do mundo, mas para iniciarem uma nova prática social alternativa de justiça e paz.
Segundo a narração de Marcos (1,16-29) e de Mateus (4,18-22), o cenário da vocação dos primeiros Apóstolos é o lago da Galileia. Jesus acabara de iniciar a pregação do Reino de Deus, quando o seu olhar pousou sobre dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João. São pescadores, empenhados no seu trabalho cotidiano. Lançam as redes, consertam-nas. Mas outra pesca os aguarda.
Jesus chama-os com decisão e eles seguem-no imediatamente: agora serão “pescadores de homens” (cf. Mc 1,17; Mt 4,19). Lucas, ainda que siga a mesma tradição, faz uma narração mais elaborada (5,1-11). Ele mostra o caminho de fé dos primeiros discípulos, esclarecendo que o convite para o seguimento lhes chega depois de terem ouvido a primeira pregação de Jesus e experimentam os primeiros sinais prodigiosos por Ele realizados. Em particular, a pesca milagrosa constitui o contexto imediato e oferece o símbolo da missão de pescadores de homens, que lhes foi confiada. O destino destes “chamados”, de agora em diante, estará intimamente ligado ao de Jesus. O apóstolo é um enviado mas, ainda antes, um “perito” em Jesus.
Precisamente este é o aspecto realçado pelo evangelista João desde o primeiro encontro de Jesus com os futuros Apóstolos. Aqui o cenário é diferente. A presença dos futuros discípulos, provenientes também eles, como Jesus da Galileia para viver a experiência do batismo administrado por João, esclarece o seu mundo espiritual. Eram homens na expectativa do Reino de Deus, desejosos de conhecer o Messias, cuja vinda estava anunciada como iminente.
Para eles, é suficiente a orientação de João Batista que indica em Jesus o Cordeiro de Deus (cf. Jo 1,36), para que surja neles o desejo de um encontro pessoal com o Mestre. As frases do diálogo de Jesus com os primeiros dois futuros Apóstolos são muito expressivas. À pergunta: “Que procurais?”, eles respondem com outra pergunta: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?”. A resposta de Jesus é um convite: “Vinde e vede” (cf. Jo 1,38-39).
Vinde para poder ver. A aventura dos Apóstolos começa assim, como um encontro de pessoas que se abrem reciprocamente. Começa para os discípulos um conhecimento direto do Mestre. Veem onde Ele mora e começam a conhecê-Lo. De fato, eles não deverão ser “anunciadores de uma ideia”, mas “testemunhas de uma Pessoa”. Antes de serem enviados a evangelizar, deverão “estar” com Jesus (cf. Mc 3,14), estabelecendo com Ele um relacionamento pessoal. Sobre esta base, a evangelização não será mais do que um anúncio daquilo que foi experimentado e um convite a entrar no mistério da comunhão com Cristo (cf. 1 Jo 13).
A quem serão enviados os Apóstolos? No Evangelho parece que Jesus limita a sua missão unicamente a Israel: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15,24). De modo análogo parece que Ele circunscreve a missão confiada aos Doze: “Jesus enviou estes Doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: ‘Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel’” (Mt 10, 5s.).
Uma certa crítica moderna de inspiração racionalista tinha visto nestas expressões a falta de uma consciência universalista do Nazareno. Na realidade, elas devem ser compreendidas à luz da sua relação especial com Israel, comunidade da Aliança, em continuidade com a história da Salvação. Segundo a expectativa messiânica as promessas divinas, imediatamente dirigidas a Israel, ter-se-iam concretizado quando o próprio Deus, através do seu Eleito, reunisse o seu povo, como faz um pastor com o rebanho: “Eu virei em socorro das minhas ovelhas, para que elas não mais sejam saqueadas… Estabelecerei sobre elas um único pastor, que as apascentará, o meu servo Davi; será ele que as levará a pastar e lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será um príncipe no meio delas” (Ez 34,22-24).
Jesus é o pastor escatológico, que reúne as ovelhas perdidas da casa de Israel e vai à procura delas, porque as conhece e ama (cf. Lc 15, 4-7 e Mt 18,12-14; cf. também a figura do Bom Pastor em Jo 10,11ss.). Através desta “reunião” o Reino de Deus é anunciado a todas as nações: “Manifestarei a minha glória entre as nações, e todas me verão executar a minha justiça e aplicar a minha mão sobre eles” (Ez 39, 21). E Jesus segue precisamente por este caminho profético.
O primeiro passo é a “reunião” do povo de Israel, para que assim todas as nações, chamadas a reunirem-se na comunhão com o Senhor, possam ver e crer.
Assim os Doze, chamados a participar na mesma missão de Jesus, cooperam com o Pastor dos últimos tempos, indo também eles, em primeiro lugar, até às ovelhas perdidas da casa de Israel, isto é, dirigindo-se ao povo da promessa, cuja reunião é o sinal de salvação para todos os povos, o início da universalização da Aliança. Longe de contradizer a abertura universalista da ação messiânica do Nazareno, a inicial limitação a Israel da sua missão – e da dos Doze – torna-se assim o seu sinal profético mais eficaz.
Depois da Paixão e da Ressurreição de Cristo, este sinal será esclarecido: o caráter universal da missão dos Apóstolos tornar-se-á mais explícito. Cristo enviará os Apóstolos “a todo o mundo” (Mc 16,15), a “todas as nações” (Mt 28,19; Lc 24,47), “até aos extremos confins da terra” (At 1,8). E esta missão continua. Continua sempre o mandato do Senhor de reunir os povos na unidade do seu amor. Esta é a nossa esperança e este é também o nosso mandato: contribuir para esta universalidade, para esta verdadeira unidade na riqueza das culturas, em comunhão com o nosso verdadeiro Senhor Jesus Cristo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo.....

Muitas pessoas durante 2012 se preocuparam muito com o fim do mundo no mês de dezembro, se esquecendo de que justamente neste mesmo mês nasceu o Criador de todas as coisas.
Que pena, pois se preocuparam a toa, e o pior é que deixaram passar a oportunidade de fazer a diferença na vida de alguém.
Se recolheram dentro de seus mundos achando que assim conseguiriam se salvar.
Somente Deus pode salvar alguém, somente Deus sabe a hora em que tudo vai acabar, e cabe a cada um de nós uma simples missão: fazer de nosso dia a dia um paraíso para que quando o fim chegar já estarmos preparados.
Por tanto meus irmãos, amar sem medidas, estender a mão a alguém necessitado, olhar o próximo com amor, é a melhor maneira de fazer de nossas vidas um paraíso já no dia de hoje.
Tenha no ano de 2013 uma benção muito especial.
Que o Senhor Deus possa fazer parte da vida de cada um de vocês, indicando um caminho de felicidade e paz.
FELIZ 2013 na graça do Senhor Deus Pai, Filho e Espírito Santo...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Leituras da missa de hoje...


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45“Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

O trecho do Evangelho, que hoje nos propomos a meditar, começa por nos convidar a um movimento tipicamente cristão: “partir para!”. Assim começa a perícope: «Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia» (Lc 1, 39).
Por que podemos reclamar esta dinâmica caritativa ao Cristianismo? Basta recordarmos as palavras do discípulo amado à comunidade cristã: «Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como oferenda de expiação pelos nossos pecados» (1Jo 4,10).
A Virgem Santíssima foi a criatura que melhor entendeu a dinâmica da caridade, por isso, também na proximidade da Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos contemplar esta mulher cheia do Espírito Santo que em seu ser diz muito ao ser da Igreja, a ponto de o Papa Bento XVI afirmar em uma de suas enriquecedoras entrevistas: «Em Maria concretiza-se o que é a Igreja. E o significado teológico de Maria representa-se na Igreja. Formam as duas como um sistema de vasos comunicantes: Maria é a Igreja em pessoa; e a Igreja é, na sua totalidade, aquilo que Maria, na sua pessoa, antecipou» (Joseph Ratzinger, Deus e o Mundo, 300).
Voltando ao texto bíblico, encontramos este “espelho” da Igreja movida pela caridade-serviço, saudando Isabel e sendo instrumento eficaz para que a promessa de Deus a João Batista se cumprisse, aquela que o seu pai ouviu do Anjo Gabriel meses antes do encontro das santas mães: «…e, desde o ventre da mãe, ficará cheio do Espírito Santo» (Lc 1, 15). Assim, continua a ser a presença intercessora de Nossa Senhora, Esposa do Divino Espírito Santo, um canal de graças para que a vontade de Deus se realize na vida da Igreja e do Mundo.
De onde vem esta docilidade de Nossa Senhora das Graças? Sem dúvida, de sua experiência de Deus, a qual transbordava por onde passava, a ponto do mesmo Espírito confirmá-la pelos lábios de Santa Isabel: «Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido» (Lc 1, 45).
Por isso tudo, dentro do Ano da Fé – e neste tempo do Advento – recorramos ao testemunho e à intercessão de Nossa Senhora da Luz, pois ela sempre comunica a Luz do mundo, como bendita que acreditou, esperou e amou sempre (cf. Lc 1, 42).
Sobre a urgência desta qualidade, o Papa Bento XVI tem procurado comunicar a todos: «Na descoberta diária do seu amor, ganha força o vigor e o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar. De fato, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolher o convite do Senhor a aderir à Sua Palavra, a fim de se tornarem Seus discípulos» (BENTO XVI, Porta Fidei, n. 10).
Por fim, com a Virgem Santíssima e todos os demais testemunhos apresentados pela Sagrada Liturgia, abramos os nossos corações para o Dom e a Missão que brota do Mistério da Encarnação, feito frágil e Divino Menino. Aí mora o santo e feliz Natal! Você e cada um de nós merece, pois Ele mereceu para nós.
Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Leituras de hoje...


Evangelho (Mateus 11,16-19)

Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2012
São João da Cruz


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 16“Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo:17‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’
18Veio João, que não come nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. 19Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


Celebramos, hoje, a memória de Santa Luzia, a qual nasceu em Siracusa entre os anos 283 a 304. Seu nome, segundo a tradição, significa “luz”. Ela rejeitou a proposta de casamento e, dando os seus bens aos pobres, quis consagrar-se ao Senhor de corpo e alma. Violada pelo juiz que a acusou falsamente, ela foi isolada em um bordel. Mesmo aí, ela exclama: “Se por fora mandas que meu corpo seja profanado, minha castidade será honrada com dupla coroa”. Sua vida terminou ao fio da espada. Anos depois, Luzia foi canonizada, tornando-se santa e mártir da Igreja Católica. Ela é a protetora dos olhos.
Assim como Luzia lutou pela castidade, é necessário que, neste mundo em que vivemos (onde o sexo livre é tão propagado), sejamos impelidos pelo Espírito de Deus a sermos violentos na luta pela santidade de vida, pela conquista do Reino dos Céus. Esta foi, é e será a mensagem de Jesus Cristo.
Pela encarnação, Deus assume não só a humanidade individualizada de Jesus, mas a humanidade toda, com todos os seus valores, em tudo que é bom, digno, justo e verdadeiro. Jesus, em sua vida e missão, incorpora todos esses valores no seu convívio com as pessoas. Vendo a autenticidade de João Batista, o Filho de Deus vai ao encontro dele para ser batizado e se faz seu discípulo, o que foi confirmado pelo Espírito Santo.
A atitude de Jesus, ao ser batizado por João, tem um significado peculiar: era necessário que Ele seguisse todos os parâmetros humanos, menos no pecado. Desde o início de Seu ministério, Jesus assume o mesmo anúncio de João, que é a proximidade do Reino dos Céus.
Os discípulos de João Batista o seguiam, porque viam nele um grande profeta. Jesus reconheceu a grandeza dele, porém, algo maior do que a proposta e o testemunho de João são a adesão e participação no Reino dos Céus, proclamadas por Jesus como já presente entre nós e por meio do qual se participa da própria vida de Deus.
O menor no Reino de Deus é maior do que João Batista. Mais importante que seguir João é entrar no Reino dos Céus, da justiça e do amor, ter vivido em comunhão com os irmãos e com Deus numa dimensão de eternidade.
João Batista é, como Elias, o profeta popular que derruba os ídolos do poder social, econômico, político, militar; e prepara o caminho para Jesus, que é o próprio Caminho, a Verdade e a Vida que nos conduz à plenitude do Reino de Deus.
Padre Bantu Mendonça



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Leituras do dia de hoje...


Evangelho (Lucas 1,39-47)

Quarta-Feira, 12 de Dezembro de 2012
Nossa Senhora de Guadalupe


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor,47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Estamos celebrando, hoje, a festa da Padroeira de toda a América Latina: Nossa Senhora de Guadalupe. Somos convidados a erguer nossas vozes e preces, e não apenas as súplicas, como estamos habituados a fazer: pedir, pedir e pedir.
A prece que temos de erguer, neste dia, é a de louvor, de ação de graças ao Pai por todo o povo, sobretudo, o sofredor deste continente. O melhor que a América Latina tem é o seu povo, mas como ele tem sofrido, tem sido excluído! Como a imagem e semelhança de Deus tem sido desfigurada nestes nossos irmãos e irmãs! Certo é que a mão do Senhor toca a vida e o coração da nossa gente. Veja que a história de Guadalupe principia-se junto do índio pobre e explorado.
São João Diego é sinal de que Deus fez Sua história de salvação junto de nosso povo. Por isso, honremos Nossa Senhora de Guadalupe. Hoje é o dia de gritar e clamar bem alto: “Bendita, porque acreditou nos projeto de Deus; de trazer ao mundo – e entre nós – o seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador”.
As narrativas de infância que falam do anúncio e nascimento de Jesus são exclusivas de Mateus e de Lucas. Marcos inicia seu Evangelho a partir da proclamação e batismo de João Batista. Já o Evangelho de João apresenta o prólogo da encarnação do Verbo antes das narrativas de João Batista. Enquanto em Mateus as narrativas de infância colocam José em foco, em Lucas o destaque é dado a Maria. Lucas faz ainda uma íntima relação, em paralelo, entre João Batista e Jesus, desde os respectivos anúncios de concepção feitos pelo arcanjo Gabriel.
No texto de hoje, Lucas descreve a cena da visitação de Maria à sua prima Isabel. Nessa aproximação entre elas, ambas portadoras dos filhos em seus ventres, Lucas acentua a superioridade de Jesus sobre João. Assim, são destacadas a alegria da criança no ventre de Isabel e a proclamação desta a Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.
Maria, logo que acolhe o projeto de Deus na sua vida, lança-se para a missão. Vai na direção das regiões montanhosas, à casa de sua prima Isabel. Não para “fazer turismo”: dormir, passear, comer, beber… Mas para servir. Sua prima estava grávida, já no sexto mês. As duas se olharam, saudaram-se e se descobriram envolvidas em mistérios divinos. Cheia do Espírito Santo, Isabel exclama: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.
Veja, uma simples mulher reconhece a divindade que Maria traz em seu ventre. Como nós, cheios de conhecimento, estudiosos, doutores e mestres nas coisas do mundo, não conseguimos enxergar a imagem e semelhança de Deus nas pessoas mais humildes, pobres, doentes, encarceradas e dementes com que cruzamos, convivemos, trabalhamos?
Somos chamados à prática da caridade no dia de hoje. Da mesma forma que Maria se encheu de zelo pelo serviço ao próximo, sejamos também nós assim; partamos ao encontro dos mais necessitados. Lembro-o de que quem ajuda um pobre, empresta a Deus. Maria recebe como retribuição de Isabel a exclamação: “Bendita entre as mulheres é aquela que acreditou e fez dela o plano de Deus”.
Maria e Isabel compreenderam o que Deus, nelas, realizava. Será que você e eu somos capazes de descobrir o que Deus quer de nós? Eu sei que somos. Mas como compreender isto? Sejamos também acolhedores do Reino de Deus em nossas vidas e seremos felizes.
Padre Bantu Mendonça


Imaculada Conceição


Imaculada Conceição

O pecado é o mal realizado com liberdade, consciência e assentimento da vontade. Perceber, aceitar e exorcizar o mal que está em nós e no mundo é uma necessidade, bom senso e sabedoria. Temos não só perdido o sentido do pecado, mas transformamos o pecado em bem e justificamos nossa opção pelo mal. Deus nos quer livres do mal porque o pecado é frustração, divisão, desilusão e perda de rumo.O pecado é também uma inversão de valores, um engano existencial, uma heresia vital, uma desordem moral, uma perda de rumo e direção. Hoje, celebramos a festa da Imaculada Conceição. Mulçumanos, luteranos e outras denominações religiosas respeitam Maria, mulher abençoada por Deus e exemplo de fé, mãe e discípula de Jesus. O perfil mariano da Igreja é anterior ao petrino. Maria eleva a mulher, os leigos, os batizados. Em Maria Imaculada a Igreja encontra sua utopia, o começo de um mundo novo, o paraíso reconquistado. Ela representa a nova criação, a nova humanidade.Maria, cheia de graça, foi redimida antes de nascer, portanto, antecipadamente. Ela é a maior perdoada pelovalor retroativo de redenção de Cristo. Este é o desígnio do Pai em seu amor salvífico. Maria é redimida pelos méritos da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Ele é o salvador também de sua mãe. Maria é redimida de modo mais elevado por uma graça redentora mais poderosa. Ela é a cheia de graça, imaculada, o protótipo de todo cristão e de todo ser humano. Todos nós precisamos em Cristo, ser imaculados, purificados, libertados, transformados, santos. A sociedade mesma está em busca da inocência perdida, clama por coerência, transparência e benevolência.Em Maria Deus antecipa o mundo novo, a sociedade nova, a nova criatura que todos somos chamados a ser. Deus nos quer livres do mal, praticantes do bem, imaculados e santos no amor. A festa da Imaculada Conceição indica que é possível um mundo diferente, mais humano, justo, fraterno. Ser imaculado significa ser justo, bom, correto, honesto e com tais valores é que superamos a corrupção, a mentira, a violência. A Imaculada Conceição é o maior perdão de Deus, a forma mais radical e perfeita de redenção. É na verdade uma severa crítica ao pecado e um apelo veemente à conversão. O erotismo dos nossos tempos inflama a decadência moral, o turismo sexual, a pedofilia, a inversão de valores e tudo isso acaba em desilusão, escravidão, paganismo. Crer na Imaculada Conceição consiste em dar impulso à construção de uma nova cultura, novo mundo, nova sociedade. Maria é protótipo deste mundo novo, porque ela é toda de Deus e toda dos irmãos. Ela reza com força profética que os poderosos cairão, os ricos empobrecerão, os orgulhosos se desconcertarão. Portanto, o ter, o poder e o orgulho são maléficos à humanidade. Maria Imaculada descreve no Magnificat o perfil do mundo imaculado, da sociedade nova com estas palavras: Deus tem um olhar amoroso para com os pequenos, exalta os humildes, sacia os famintos (cf. Lc 1,46-56). T. de Chardim escreve que Maria é a “pérola do cosmos”. Ela vive num mundo pecador, é atingida pelas dores do mundo, mas, não pela sua maldade. Ela, porém, não ficou isenta das limitações, condicionamentos e sofrimentos. Todos os mistérios da salvação colaboram com a salvação do mundo. A Imaculada Conceição é uma grande graça, uma grande esperança, um grande projeto em favor de um mundo onde Deus é Pai, nós somos irmãos e por isso podemos conviver digna e pacificamente numa “Terra sem males”,buscando o paraíso perdido, construindo um mundo melhor e diferente, que é em última análise o reino de Deus.
Dom Orlando Brandes

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Leituras da missa de hoje....


1. Eu vi ainda: o Cordeiro estava de pé no monte Sião, e perto dele cento e quarenta e quatro mil pessoas que traziam escritos na fronte o nome dele e o nome de seu Pai.
2. Ouvia, entretanto, um coro celeste semelhante ao ruído de muitas águas e ao ribombar de potente trovão. Esse coro que eu ouvia era ainda semelhante a músicos tocando as suas cítaras.
3. Cantavam como que um cântico novo diante do trono, diante dos quatro Animais e dos Anciãos. Ninguém podia aprender este cântico, a não ser aqueles cento e quarenta e quatro mil que foram resgatados da terra.

1. Levantando os olhos, viu Jesus os ricos que deitavam as suas ofertas no cofre do templo.
2. Viu também uma viúva pobrezinha deitar duas pequeninas moedas,
3. e disse: Em verdade vos digo: esta pobre viúva pôs mais do que os outros.
4. Pois todos aqueles lançaram nas ofertas de Deus o que lhes sobra; esta, porém, deu, da sua indigência, tudo o que lhe restava para o sustento.

Evangelho do dia - Lucas 21, 1-4

Homilia do dia - Lucas 21, 1-4

Santo do dia - San Leonardo de Porto mauricio


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Leituras da missa de hoje...


1.Eu vi também, na mão direita do que estava assentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
2.Vi então um anjo vigoroso, que clamava em alta voz: Quem é digno de abrir o livro e desatar os seus selos?
3.Mas ninguém, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro ou examiná-lo.
4.Eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro e examiná-lo.
5.Então um dos Anciãos me falou: Não chores! O Leão da tribo de Judá, o descendente de Davi achou meio de abrir o livro e os sete selos.
6.Eu vi no meio do trono, dos quatro Animais e no meio dos Anciãos um Cordeiro de pé, como que imolado. Tinha ele sete chifres e sete olhos (que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a terra).
7.Veio e recebeu o livro da mão direita do que se assentava no trono.
8.Quando recebeu o livro, os quatro Animais e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfume (que são as orações dos santos).
9.Cantavam um cântico novo, dizendo: Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça;
10.e deles fizeste para nosso Deus um reino de sacerdotes, que reinam sobre a terra.

41.Aproximando-se ainda mais, Jesus contemplou Jerusalém e chorou sobre ela, dizendo:
42.Oh! Se também tu, ao menos neste dia que te é dado, conhecesses o que te pode trazer a paz!... Mas não, isso está oculto aos teus olhos.
43.Virão sobre ti dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados;
44.destruir-te-ão a ti e a teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo em que foste visitada.

Evangelho do dia - Lucas 19, 41-44


Homilia do dia - Lucas 19, 41-44


Santo do dia - Santa Cecilia



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Leituras do dia de hoje...


1.Ao anjo da igreja de Sardes, escreve: Eis o que diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas. Conheço as tuas obras: és considerado vivo, mas estás morto.
2.Sê vigilante e consolida o resto que ia morrer, pois não achei tuas obras perfeitas diante de meu Deus.
3.Lembra-te de como recebeste e ouviste a doutrina. Observa-a e arrepende-te. Se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que horas te surpreenderei.
4.Todavia, tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes; andarão comigo vestidas de branco, porque o merecem.
5.O vencedor será assim revestido de vestes brancas. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, e o proclamarei diante do meu Pai e dos seus anjos.
6.Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
1.Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade.
2.Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos.
3.Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura.
4.Ele correu adiande, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali.
5.Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa.
6.Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente.
7.Vendo isto, todos murmuravam e diziam: Ele vai hospedar-se em casa de um pecador...
8.Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo.
9.Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão.
10.Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.

Evangelho do dia - Lucas 19, 1-10


Homilia do dia - Lucas 19, 1-10


Santo do dia - Santa Fortunata Viti